Mande um E-mail __ Capítulos Anteriores


capítulo XXXI - O equilíbrio de Nash

Benjamin Boyer tentava se equilibrar na couraça do Behemoth. O grande animal pré-histórico era veloz. Era disso que eles precisavam. Para achar Ana Giovanni, eles precisavam dessa estratégia para alcançar o objetivo: velocidade.

Desde que a menina havia percorrido os mundos usando o cordão, o equilíbrio de Nash havia caído por terra. A genialidade do equilíbrio de Nash vem da sua estabilidade sem os jogadores estarem cooperando. Era por isso que eles precisavam pegar Ana Giovanni. Ela e um francês estúpido estavam entrando em conflito. Ele principalmente, usava a Teoria dos Jogos como ninguém, um perfeito economista. Benjamin Boyer até desconfiava que ele estava por trás da criação do processo de Bhaskara, mas o que ele tinha eram somente suposições.

Camille Jordan estava de seu lado, mais dane-se o mundo do que nunca. Benjamin se considerava sortudo por ter uma companheira tão à altura de sua sabedoria. Os agentes sabiam que Ana Giovanni era importante para Johnny Nash. Eles sabiam que ela tinha o segredo extraterreno.

A ciência do conflito era a vida de Johnny Nash. Segundo ele, a Teoria dos Jogos explicava porquê competidores do mesmo setor tendiam a fica próximos uns dos outros. Sempre que um jogador se encontrasse em uma situação em que até poderia estar melhor, mas está fazendo o melhor possível dada a posição de seus competidores, o equilíbrio de Nash reinava. Desde que Ana Giovanni havia aparecido, isso não era possível. A menina não entendia de Jogos. Ela só estava atrapalhando o avanço e desequilibrando o sistema dos mundos. Johnny Nash não permitiria isso.

Ele trabalhou anos para equilibrar os sistemas. Ele havia aprendido com a www.microsoft.com/brasil/pequenasempresas/content/jogos.mspx que para jogar o jogo sem se ferir é preciso, primeiro, saber as regras, entender como se comportar e estabelecer seu personagem do jeito mais conveniente possível. Ser real não valia tanto nesse jogo organizacional. Se assim se fosse, não poderiam comemorar nada. De tanto estudar, ele compreendia bem a nova situação que Ana Giovanni e Lu haviam provocado no mundo. Eles haviam infringido uma lei cósmica e física.


Situações de desordem, tomada de decisão e desenvolvimento de estratégias que envolviam o jogo de Ana Giovanni atrapalhavam a área de negócios. Não havia cooperação nesse jogo. É claro que Johnny Nash e sua equipe deveriam intervir nesse conflito bobo de uma humana e um ser mau. Ambos estavam errados. Ambos precisavam ser derrotados. Nem que para isso, Johnny precisasse contradizer seu equilíbrio. Às vezes, ele pensava, é mais importante abdicar do que perder.

- Não existe uma igualdade de conhecimento entre todos os jogadores, existe Nash? – indagara Boyle.

- O Equilíbrio só voltará, caro Boyle, quando a situação onde jogador 1 se encontra melhorar devido a estratégia seguida pelo jogador adversário. E isso só vai acontecer se acabarmos com Ana Giovanni e com o francês estúpido. Só assim o equilíbrio dos mundos voltará.

- Sabe, sr. Nash – falava Camille Jordan, tentando colocar seu cabelo atrás da orelha – eu sempre me senti orgulhosa por trabalhar para o senhor.

- Comigo, Sra. Jordan. Pensemos em cooperação. Essa questão de salvar o mundo é só social, não tem nada a ver com negócios. Eles vão acabar com o compromisso dos contratos. As análises matemáticas entrarão em crise se um deles ganhar. Ana Giovanni sabendo dos mundos acaba com o equilíbrio. A criatura Lu ao tentar derrotá-la para evitar que o Outro descubra que a menina sabe do acordo está em desequilíbrio com a posição dos outros jogadores. Será o caos, um bug entre os mundos.

Camille Jordan sorriu. Um sorriso simples. Um sorriso de menina ingênua.

Benjamin Boyle machucara o dedo, tentando agarrar o corpo duro do Behemoth quando ele se curvou e cheirou o chão.

O hipopótamo monstruoso enrugado com duas garras saindo da boca urrou.

- Sim, minha cara criatura mítica, Ana Giovanni.

Os grandes olhos brancos do Behemoth apontavam para rumo leste.

- Como diz Alan Bushnell, a área de negócios é um bom jogo – muita competição e um mínimo de regras. Vamos acabar com Ana Giovanni!

O Behemoth cheirou a terra e urrou novamente. Benjamin Boyle ajeitou sua gravata branca, Camille Jordan sorrira e Johnny Nash segurou com força seu chapéu Indiana Jones. O Behemoth avançava em velocidade surpreendente.

Escrito por Jinny Vendingo às 2:15 AM // Link este capítulo

É proibida a cópia parcial ou total, sem a devida autorização de seus autores registrados.
A cópia não autorizada é crime e consta no Código Penal. a

- Todos os textos são registrados na Biblioteca Nacional -